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Rev Cuid 2014; 5(2): 806-12
doi: http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121

USO ABUSIVO DE ETÍLICOS POR SERVIDORES MILITARES: ABORDAGEM DE RECUPERAÇÃO EM CENTRO DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA

ABUSO DE ALCOHOL ENTRE EMPLEADOS MILITARES: ENFOQUE DE RECUPERACIÓN EN CENTRO DE DEPENDENCIA QUÍMICA

ABUSE OF ALCOHOL AMONG MILITARY EMPLOYEES: RECOVERY APPROACH IN A CENTER OF CHEMICAL DEPENDENCY

Taísa Diva Gomes Felippe1, Mauro Leonardo Salvador Caldeira dos Santos2

1Enfermeira Mestranda em Enfermagem, Universidade Federal Fluminense – EEAAC/UFF. Niterói Rio de Janeiro, Brasil. Endereço: Estrada São João Caxias, lote 21 Quadras 02, Centro São João de Meriti, Rio de Janeiro. Telefone: (55) 21 98590- 3707. E-mail: taisadiva@gmail.com
2Enfermeiro, Professor Doutor em Enfermagem, Universidade Federal Fluminense - EEAAC/UFF. Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

Histórico: Recibido: 20 de Mayo de 2014; Aceptado: 19 de Agosto de 2014

Cómo citar este artículo: Felippe TD, Santos ML. Uso abusivo de etílicos por servidores militares: abordagem de recuperação em centro de dependência química. Rev Cuid. 2014; 5(2):806-12. http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121

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RESUMO

Introdução: O álcool é uma substância psicoativa com propriedades que produzem dependência que tem sido amplamente utilizada em muitas culturas ao longo dos séculos. O uso nocivo do álcool causa doença de grande fardo social e econômico nas sociedades. O consumo abusivo está classificado entre os dez comportamentos de maior risco à saúde na atualidade. O presente estudo tem como objetivo identificar as estratégias de educação em saúde para os usuários de etílicos em um serviço militar. Materiais e Métodos: Revisão integrativa de literatura realizada nas bases de dados na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS): LILACS e SciELO, em publicações entre 2010 e 2014, totalizando cinco artigos. Resultados: As estratégias que se destacaram para abordagem de atendimento aos usuários de etílicos, foram categorizados em importantes eixos temáticos. Discussão e Conclusões: A pesquisa realizada confirma a necessidade de assegurar uma assistência direcionada ao usuário de etílicos no serviço militar embasada através das evidências científicas que descrevem as estratégias de abordagem para o tratamento dos servidores militares como o acompanhamento e tratamento, assim como as etapas utilizadas no grupo de apoio dos Alcoólicos Anônimos – AA, que foram empregadas para minimizar os agravos decorrentes no ambiente de trabalho, tais métodos podem ser adotados por outras esferas de saúde, ressaltando que ao ser tratado no ambiente laboral o usuário de etílico além de expor o que motivou o uso abusivo, como também busca o tratamento e percebe com o grupo de apoio que não está só, e que é possível viver sem o álcool.

Palavras chave: Alcoolismo, Saúde Mental, Militares, Enfermagem. (Fonte: DeCS BIREME).
http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121

RESUMEN

Introducción: El alcohol es una substancia psicoactiva con propiedades que producen dependencia y que ha sido ampliamente utilizado en muchas culturas a lo largo de los siglos. El uso nocivo del alcohol causa enfermedad de grande carga social y económica en las sociedades. El consumo abusivo está clasificado entre los diez comportamientos de mayor riesgo para la salud en la actualidad. El presente estudio tiene como objetivo identificar las estrategias de educación en salud para los usuarios de alcohol en un servicio militar. Materiales y Métodos: Revisión integrativa de la literatura realizada en las bases de datos de la Biblioteca Virtual en Salud (BVS): LILACS y SciELO, en publicaciones entre 2010 y 2014, para un total de cinco artículos. Resultados: Las estrategias que se destacaron para abordaje de atención a los usuarios de alcohol fueron categorizadas en importantes ejes temáticos. Discusión y Conclusiones: La investigación realizada confirma la necesidad de garantizar una atención centrada al usuario de alcohol en el servicio militar a través de la evidencia científica que describe las estrategias de acercamiento para el tratamiento de los funcionarios militares como el seguimiento y el tratamiento, así como las etapas utilizadas en el grupo de apoyo de Alcohólicos Anónimos - AA, que fueron empleadas para minimizar los problemas que surgen en el lugar de trabajo, tales métodos pueden ser adoptados por otras esferas de la salud, resaltando que al ser tratado en el ambiente laboral, el usuario de alcohol, expone lo qué motivó el uso abusivo, como también busca el tratamiento y percibe con el grupo de apoyo que no está solo, y que es posible vivir sin alcohol.

Palabras clave: Alcoholismo, Salud Mental, Personal Militar, Enfermería. (Fuente: DeCS BIREME).
http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121

ABSTRACT

Introduction: Alcohol is a psychoactive substance dependence-producing properties that have been widely used in many cultures over the centuries. Harmful use of alcohol causes disease large social and economic burden on societies. The abuse is ranked among the top ten high-risk behaviors to health today. The present study aims at identifying strategies for health education for users of ethyl in a military service. Materials and Methods: Integrative literature review conducted in the databases in the Virtual Health Library (VHL): LILACS and SciELO, in publications between 2010 and 2014, totaling five articles. Results: The strategies that stood out to service users of ethyl approach were categorized into major themes. Discussion and Conclusions: The survey confirms the need to ensure a user-centric care of ethyl grounded in military service through the scientific evidence describing the strategies of approach for the treatment of military employees as monitoring and treatment, as well as the steps used support group of Alcoholics Anonymous - AA, which were employed to minimize injuries arising in the workplace, such methods can be adopted by other spheres of health, noting that while being treated in the work environment of the user and exposes the ethyl, what motivated the abuse, but also seeks to realize the treatment and support group that is not just, and it is possible to live without alcohol.

Key words: Alcoholism, Mental Health, Military Personnel, Nursing. (Source: DeCS BIREME).
http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121

INTRODUÇÃO

Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está acima da média mundial em consumo de bebidas alcoólicas, e apresenta taxas superiores a mais de 140 países. Segundo o levantamento, foram consumidos, em média, 8,7 litros de álcool por ano, entre 2008 e 2010, no país. A média mundial calculada pela OMS é de 6,2 litros para maiores de 15 anos de idade (1). Nesse sentido, após divulgação desses dados o consumo de bebida alcoólica pela população brasileira eleva o grau de preocupação dos serviços de saúde quanto a prevenção dos agravos provocados pelo uso abusivo.

O álcool é uma substância psicoativa com propriedades produzem dependência que tem sido amplamente utilizada em muitas culturas ao longo dos séculos. O uso nocivo do álcool causa doença de grande fardo social e econômico nas sociedades. O consumo abusivo está classificado entre os 10 comportamentos de maior risco à saúde na atualidade (1). Ou seja, o consumo de bebida alcoólica faz parte da cultura da sociedade brasileira como fato não só aceito, mais frequentemente reforçado pela mídia.

O alcoolismo é definido pelo Ministério da Saúde, como: bebedor moderado, alguém que utiliza a bebida alcoólica sem dependência e sem problemas decorrentes de seu uso; o bebedor-problema é considerado aquele que apresente qualquer tipo de problema (físico, psíquico ou social) decorrente do consumo de álcool; e o dependente do álcool, alguém que apresente estado psíquico e/ou físico caracterizado por relações que incluem uma ingestão excessiva de álcool, de modo contínuo ou periódico (2).

As esferas governamentais reforçam que o alcoolismo é uma doença em percentual elevado frequente (3), sendo crescente o consumo pelo sexo masculino, o mesmo estudo aponta ainda, o aumento do consumo de acordo com a escolaridade, sendo maior entre pessoas com mais de 12 anos de estudos do que entre os que estudaram até oito anos – 20,1% e 15,9%, respectivamente (3).
Autores descrevem, que o alcoolismo está relacionado aos estados conjugais, parentais e econômicos, bem como o bairro, gênero, idade, escolaridade, saúde física, hábitos de vida (tabagismo, níveis de atividade física) e traços de personalidade, tudo isso contribuiu para o consumo de álcool de alto risco (4).  Assim como as atividades laborais que apresentam riscos pessoais, fatores estressores e pressões impostas por liderança apresentam maior vulnerabilidade ao alcoolismo. Concomitantemente, consequências relacionadas ao uso abusivo de álcool no trabalho estão associadas, como no serviço militar, aonde apresentam fatores estressores e pressões de responsabilidades.

Deste modo, a disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo. A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias da vida entre militares da ativa, da reserva remunerada e reformados (5).

Com base no exposto, o resgate de informações referentes a abordagem de tratamento ao consumo de etílicos para a classe de trabalhadores dos servidores militares, bem como as estratégias adotadas que possam contribuir para problematizar uma realidade de assistência em Saúde Pública na perspectiva do enfermeiro dentro desse classe laborativa.

O objetivo deste artigo é identificar as estratégias de educação em saúde para os usuários de etílicos em um serviço militar, por meio de uma revisão de literatura publicada nos últimos cinco anos. O estudo torna-se relevante já que os enfoques atuais da Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde visam minimizar os agravos a saúde decorrentes do consumo abusivo de álcool, contextualizando a visão do enfermeiro para o atendimento dos usuários de álcool nas estratégias em saúde.

MATERIAIS E MÉTODOS

O método de pesquisa consiste numa revisão integrativa da literatura, pois permite que o leitor reconheça os profissionais que mais investigam determinado assunto, separar o achado científico de opiniões e ideias, além de descrever o conhecimento no seu estado atual, promovendo impacto sobre a prática clínica. Este método de pesquisa proporciona aos profissionais de saúde dados relevantes de um determinado assunto, em diferentes lugares e momentos, mantendo-os atualizados e facilitando as mudanças na prática clínica como consequência da pesquisa (6).

Nos artigos e documentos que constavam da coleta de dados, buscaram-se os aspectos que respondiam a seguinte questão norteadora: quais as estratégias utilizadas no serviço militar para o uso abusivo de etílicos pelos servidores?

A coleta de dados foi realizada nas bases de dados na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS): Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), e Scientific Electronic Library Online (SciELO), sendo utilizado os seguintes descritores: alcoolismo, enfermagem, militares, saúde mental.

Os critérios de inclusão foram: artigos nacionais publicados em periódicos, que constam no recorte temporal entre 2010 e 2014 e em texto completo. Foram excluídos os artigos que não tratavam especificamente da temática e os que não estavam na íntegra (Figura 1).

Figura 1. Diagrama de fluxo dos artigos incluídos



Fonte: Diagrama produzido pelos autores para descrever a coleta dos artigos nas bases de dados.

Para análise os artigos foram lidos na íntegra e analisados conforme proposta do estudo possibilitando o agrupamento por eixos temáticos (7).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os artigos analisados foram agrupados em tabela 1, conforme caracterização dos mesmos. Foram identificadas nas publicações a abordagem de atuação no serviço militar para o uso abusivo de álcool no contexto de cada produção e destacadas em coluna específica para melhor visualização.

Tabela 1: Publicações as quais aborde estratégias utilizadas no serviço militar para o uso abusivo de álcool no período de 2010 a 2014. Niterói, 2014

Fonte: Produzido pelos autores a partir dos dados coletados dos artigos selecionados na busca eletrônica, Niterói – RJ - 2014.

A totalidade dessa produção trata do alcoolismo em servidores militares no Centro de Dependência Química (CEDEQ), o local é um serviço de tratamento psicossocial de álcool e outras drogas do Corpo Militar da Marinha do Brasil, situado no Hospital Central da Marinha. Tomando como base de investigação o servidor militar e o alcoolismo e sua abordagem nas dependências militares cabe compreender o tratamento realizado neste local, que é um ambulatório de tratamento aos dependentes químicos pioneiro nas Forças Armadas Brasileira. (8-9).

Sendo assim, os estudos apontam para o serviço de tratamento de militares com problemas relacionado ao alcoolismo e outras drogas. Descrevendo seu funcionamento em cinco etapas, sendo um grupo terapia com enfoque psicodinâmico baseado no grupo de apoio dos Alcoólicos anônimos (AA) (9).

É importante salientar que, os pacientes neste setor são acompanhados por duas classes de profissionais a Psiquiatria e pelo Serviço Social, com tratamento em grupo sendo dividido por sessões. Não havendo assim a presença de nenhum profissional da enfermagem.

Nesse grupo temático um dos artigos, retrata a importância de alinhar as diretrizes da Política Nacional sobre o Álcool, destacando a diretriz que refere as iniciativas de prevenção ao uso prejudicial de bebidas alcoólicas no ambiente de trabalho (9). Esse artigo faz um recorte da importância de se tratar o alcoolismo no ambiente de trabalho, demostrando que o serviço militar se preocupa e faz-se representar as instâncias de Políticas públicas de Saúde, visando um melhor ambiente de trabalho, através da identificação e tratamento de servidores que sofrem com a dependência química.

No estudo as autoras destacam a importância de abordagem de consumo de etílicos no espaço de trabalho, dando início a avaliação sobre a extensão do uso de álcool entre os trabalhadores da MB. Para tal, as autoras enfocam no artigo sobre os pacientes militares da MB que participam do tratamento da dependência química no CEDEQ.

Fatores que favorecem o consumo de etílicos levando ao alcoolismo

Nesse grupo temático foram identificados em três artigos (10-12), dentre as variabilidades dos fatores que favorecem o consumo elevado de bebidas alcoólicas se faz presente os grupos sociais, ressaltando ainda que a predisposição genética se faz presente com potencialidade para desenvolvimento da dependência.

Os estudos trazem a presença da bebida alcoólica como cervejinha e caipirinha, como um item normal com fartura no cardápio de almoços semanais da instituição militar, sendo também uma prática comum extraoficial, que é consumido por oficiais em grandes demandas. (10). Por outro lado, reprime e pune o consumo durante as atividades laborativas militares para as praças, ressaltando assim, a presença da hierarquia, diferenciado dos oficiais que consomem a bebida alcoólica em livre demanda sem sofrerem punições.

O segundo do grupo de artigos, aponta o tênue limite entre o permitido e o proibido aponta para a sutil fronteira entre tradição e desvio, ficando o seu veredito à mercê do exame subjetivo e do contexto vigente (11). A percepção inconstante sobre o que é certo ou errado indica a existência de uma ambivalência institucional relativa ao tema do consumo de álcool a bordo que se faz presente, ora aplicando-se o regulamento: punindo; ora estimulando a adesão ao "copo": festejando; ora encaminhando o indivíduo para o Centro de Dependência Química (CEDEQ): tratando; e, ora desligando-o do serviço ativo: expurgando.

O terceiro artigo que aborda a temática descreve dados que revelam a natureza do ambiente de trabalho da Marinha norte-americana, que conduz ao beber mais pesado para os militares do que para os civis. O que também é remetido ao corpo de militares da Marinha do Brasil, aonde muitos aspectos específicos dessa organização militar contribuem para problemas com bebidas, incluindo os jovens recrutas que alternam períodos de esforço e tédio (12). Além disso, o artigo apontou que há uma cultura que enfatiza o beber como um mecanismo de alianças, recreação e alívio de estresse.

A importância do tratamento do grupo de reabilitação para os servidores militares

Apenas um artigo dos selecionados, traz a voz do sujeito como janela de compreensão dos pontos de relevância e importância do tratamento, apesar de prevalecer uma visão na sociedade moderna da dependência química como transtorno mental, importa conhecer quais vêm a ser as percepções desses sujeitos, dando relevo às experiências subjetivas relativas aos seus "processos mórbidos" (13).

O estudo tem o viés de analisar como eles aderem ou não ao discurso vigente que modela as categorias saúde e doença por meio de um conjunto de atividades. Podendo ser observado que os servidores que fazem parte da terapia de grupo aderem por compreender com os olhos abertos sua patologia e como adquirir tratamento (14).

Para a sua elucidação, cabe considerar o papel da cultura: A noção de cultura valoriza a rede de significados, a construção social da realidade, a identificação do arbitrário e a percepção das diferenças de visão de mundo e estilo de vida. Com isso, as autoras ressaltam que os servidores que realizam a terapia declaram que ser alcóolatra, em particular, significa ser dominado pelo álcool. Precisando cada vez mais manter a sobriedade e o tratamento.

CONCLUSÕES

A pesquisa realizada confirma a necessidade de assegurar uma assistência direcionada ao usuário de etílicos no serviço militar embasada através das evidências científicas, com vista a atuação do enfermeiro nessa área temática foi evidenciado que não existe a participação integral dessa categoria profissional nos campos militares que atuam diretamente com alcoolismo, assim como pesquisas publicadas.

As estratégias de abordagem para o tratamento dos servidores militares como o acompanhamento e tratamento, assim como as etapas utilizadas no grupo de apoio dos Alcoólicos Anônimos – AA, foram empregadas para minimizar os agravos decorrentes no decorrer do trabalho, os métodos utilizados evidenciados nos artigos estudados podem ser adotados por outras esferas de saúde, ressalta que ao ser tratado no ambiente laboral o usuário de etílico além de expor o que motivou o uso abusivo, como também busca o tratamento e percebe com o grupo de apoio que não está só, e que é possível viver sem o álcool.

Apesar de existirem várias pesquisas voltadas para o alcoolismo, o baixo número de pesquisas realizadas sobre a temática em instituições militares, pode-se dizer que há uma lacuna no conhecimento, ao se levar em consideração a importância da mesma para a qualidade do cuidado prestado em todos os níveis de atenção.
Toma-se, portanto, imperioso que se alavanquem estratégias de abordagem como as mencionadas no estudo, como os grupos de apoio, acompanhamento no ambiente de trabalho para minimizar agravos e sendo necessário afastamento para das atividades laborais visando melhorar o quadro de saúde, para que ações transformadoras sejam aplicadas nas políticas de atenção ao alcoolismo não somente no serviço militar mais em todas as esferas de saúde e educação visando a prevenção do uso abusivo de álcool.

Assim, frente a escassez de estudos acerca dessa temática, o presente estudo contribuirá especialmente no que se refere a possibilidade de novas perspectivas para a educação em saúde e atuação do enfermeiro e todo o campo profissional que atue na prevenção do alcoolismo.

Conflito de interesses: Os autores declaram que não há conflito de interesses.

REFERÊNCIAS

  1. Organização Mundial de Saúde - OMS. Relatório Mundial sobre álcool e saúde 2014. Disponível em:  http://www.who.int/substance_abuse/publications/global_alcohol_report/msb_gsr_2014_2.pdf?ua=1 [Citado em 05 Ene 2014].
  2. Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde: Declaração de Alma-Ata, 1978. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2004.
  3.  Araújo SS, Sá NN, Carvalho MG, Lima CM, Silva MM, Neto OL, et al. Perfil das vítimas de violências e acidentes atendidas em serviços de urgência e emergência selecionados em capitais brasileiras: Vigilância de Violências e Acidentes, 2009. Epidemiol Serv Saúde 2012; 21(1): 21-30.
  4. Ministério da Saúde, Brasília 2007. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde. Decreto Presidencial No. 6.117. Aprova a Política Nacional sobre o Álcool, dispõe sobre as medidas para redução do uso indevido de álcool e sua associação com a violência e criminalidade e dá outras providências. Disponível em: http://www.prosaude.org/pub/index.php [Citado em 22 Mai 2007].
  5. Marchand A, Blanc ME. Ocupação, organização do trabalho Condições e abuso de álcool no Canadá: Um Estudo Longitudinal de 8 anos . Subst. 2011.
  6. Brasil, Ministério da Defesa e Segurança Pública 2013. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/defesa-e-seguranca/2012/04/alistamento-militar-e-obrigatorio-a-todo-brasileiro-de-18-anos
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  12. Halpern EE, Leite LMC. Decifrando os significados dos comportamentos etílicos navais de pacientes militares. Arq Bras Psicol 2010; 62 (2): 90-8.
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