Prevenção ao suicídio na atenção básica: concepção de enfermeiros

Resumen

Introdução: O suicídio no Brasil se configura como um problema de saúde pública. A Atenção Básica tem um papel fundamental na abordagem, prevenção e tratamento dos casos. Nesta perspectiva o Enfermeiro como integrante de equipe da Atenção Básica é de fundamental importância na prevenção desse agravo. Dessa forma, o estudo objetiva descrever a opinião de Enfermeiros da Atenção Básica acerca da prevenção do suicídio à luz das políticas públicas vigentes no Brasil. Materiais e Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva, exploratória, de natureza qualitativa, realizada em Unidades Básicas de Saúde de Teresina, Piauí. Os participantes corresponderam a 18 Enfermeiros. Os dados coletados foram processados pelo software IRAMUTEQ. Resultados: A análise lexical evidenciou dois eixos temáticos, compostos por cinco classes semânticas, a saber: A articulação da rede de cuidados e o suporte familiar, contendo a classe I- O enfrentamento de situações e o papel do Enfermeiro; Classe V- O referenciamento como medida de cuidado; Classe II- As rede de atenção à saúde como fator de proteção; Classe III- A carência de capacitação como lacuna na atuação de Enfermeiros na prevenção do suicídio; Classe IV- A essencialidade das ações de saúde na prevenção do suicídio. Discussão e Conclusões: Considera-se que o Enfermeiro da Atenção Básica tem competência para atuar na prevenção do suicídio, ao conseguir articular ações e serviços existentes na rede de atenção à saúde.

Como citar este artigo: Sousa JF, Sousa VC, Carvalho CMS, Amorim FCM, Fernandes MA, Coelho MCVS, et al.Prevenção ao suicídio na atenção básica: concepção de enfermeiros. Rev Cuid. 2019; 10(2): e609. http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v10i2.609

Biografía del autor/a

Juliana Ferreira de Sousa, Centro Universitário UNINOVAFAPI. Teresina, Piauí, Brasil.
Enfermeira graduada pelo Centro Universitário UNINOVAFAPI
Valquíria de Carvalho Sousa, Centro Universitário UNINOVAFAPI. Teresina, Piauí, Brasil.
Enfermeira graduada pelo Centro Universitário UNINOVAFAPI
Cláudia Maria Sousa de Carvalho, Centro Universitário UNINOVAFAPI. Teresina, Piauí, Brasil
Mestre em Políticas Públicas. Docente do Centro Universitário UNINOVAFAPI
Fernanda Cláudia Miranda Amorim, Centro Universitário UNINOVAFAPI. Teresina, Piauí, Brasil.
Mestre em Políticas Públicas. Docente do Centro Universitário UNINOVAFAPI.
Márcia Astrês Fernandes, Universidade Federal do Piauí (UFPI). Teresina, Piauí, Brasil
Doutora em Ciências .Professora Associada da Universidade Federal do Piaui
Magda Coeli Vitorino Sales Coelho, Centro Universitário UNINOVAFAPI. Teresina, Piauí, Brasil. E-mail: Mestre em Políticas Públicas.
Docente do Centro Universitário UNINOVAFAPI
Joyce Soares e Silva, Universidade Federal do Piauí (UFPI). Teresina, Piauí, Brasil
Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Citas

Ribeiro NM, Castro SS, Scatena LM, Haas VJ. Análise da tendência temporal do suicídio e de sistemas de informações em saúde em relação às tentativas de suicídio. Texto Contexto-Enferm. 2018; 27(2): 1-11. https://doi.org/10.1590/0104-070720180002110016

Machado DB, Santos DN. Suicídio no Brasil, de 2000 a 2012. J Bras Psiquiatr. 2015; 64(1): 45-54. https://doi.org/10.1590/0047-2085000000056

Brasil. Portaria Nº 1.876, de 14 de agosto de 2006. Define diretrizes nacionais de prevenção ao suicídio. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 ago. 2006.

Nogueira FJS, Brito FMG. Dialogues between mental health and primary health care: a Brazilian educational program for health work case report. Pesqui prát psicossociais. 2017; 12(2): 374-87.

Vabo ASR, Conrad D, Baptista C, Gerbazzi B, Aguiar C, Freitas VL, et al. Comportamento suicida: um olhar para além do modelo biomédico. Revista ACRED. 2016; 6(12): 66-83.

Marquetti FC, Milek G. Percurso suicida: observação e análise de alterações no cotidiano do indivíduo com tentativas de suicídio. Rev Ter Ocup Univ São Paulo. 2014; 25(1): 18-26. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v25i1p18-26

Hildebrandt LM, Zart F, Leite MT. A tentativa de suicídio na percepção de adolescentes: um estudo descritivo. Rev Eletr Enf. 2011; 13(2): 219-26. https://doi.org/10.5216/ree.v13i2.8951

Reisdorfer N, Araújo GM, Hildebrandt LM, Gewehr TR, Nardino J, Leite MT. Suicídio na voz de profissionais de enfermagem e estratégias de intervenção diante do comportamento suicida. Rev Enferm UFSM. 2015; 5(2): 295-304. https://doi.org/10.5902/2179769216790

Müller AS, Pereira GS, Zanon RB. Estratégias de prevenção e pósvenção do suicídio. Revista de Psicologia da IMED. 2017; 9(2): 6-23. https://doi.org/10.18256/2175-5027.2017.v9i2.1686

Gomes SR, Apratto Jr PC. Educação continuada ao cuidador familiar: Intervenção do enfermeiro da estratégia de Saúde da família. REINPEC. 2016; 2(18): 258-77.

Brasil. Ministério da saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Ministério da Saúde. Brasília, 2012b.

Oliveira GC, Schneider JF, Santos VBD, Pinho LB, Piloti DFW, Lavall E. Cuidados de enfermagem a pacientes com risco de suicídio. Cienc Cuid Saude. 2017; 16(2): 1-7. https://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v16i2.37182

Garcia APRF, Freitas MIP, Lamas JLT, Toledo VP. Processo de enfermagem na saúde mental: revisão integrativa da literatura. Rev Bras Enferm. 2017; 70(1): 220-30. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0031

Oliveira JAM, Rodrigues HBC. Uma política de aliança intensiva na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Revista de Ciências Sociais e História. 2015; 4(2): 126-43.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde mental/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.

Cescon LF, Capozzolo AA, Lima LC. Aproximações e distanciamentos ao suicídio: analisadores de um serviço de atenção psicossocial. Saude Soc. 2018; 27(1): 185-200. https://doi.org/10.1590/s0104-12902018170376

Amarante AL, Lepre AS, Gomes JLD, Pereira AV, Dutra VFD. As estratégias dos enfermeiros para o cuidado em saúde mental no Programa Saúde da Família. Texto Contexto- Enferm. 2011; 20(1): 85-93. https://doi.org/10.1590/S0104-07072011000100010

Gonçalves PIE, Silva RA, Ferreira LA. Comportamento suicida: percepções e práticas de cuidado. Psicologia Hospitalar. 2015; 13(2): 84-7.

Freitas APA, Borges LM. Tentativas de suicídio e profissionais de saúde: significados possíveis. Estud Pesqui Psicol. 2014; 14(2): 560-77. https://doi.org/10.12957/epp.2014.12560

Botega NJ. Comportamento suicida: epidemiologia. Psicologia USP. 2014; 25(3): 231-6. https://doi.org/10.1590/0103-6564D20140004

Fernandes MA, Lima GA, e Silva JS. Escuta terapêutica como estratégia de prevenção ao suicídio: relato de experiência. Rev Enferm UFPI. 2018; 7(1): 75-9. https://doi.org/10.26694/2238-7234.7175-79

Cavalcante FG, Cavalcante ACS. Instrumentos, estratégias e método de abordagem qualitativa sobre tentativas e ideações suicidas de pessoas idosas. Ciênc saúde coletiva. 2015; 20(6): 1667-80. https://doi.org/10.1590/1413-81232015206.03022015

Publicado
2019-05-03
Cómo citar
Ferreira de Sousa, J., de Carvalho Sousa, V., Sousa de Carvalho, C. M., Miranda Amorim, F. C., Astrês Fernandes, M., Vitorino Sales Coelho, M. C., & Soares e Silva, J. (2019). Prevenção ao suicídio na atenção básica: concepção de enfermeiros. Revista Cuidarte, 10(2). https://doi.org/10.15649/cuidarte.v10i2.609
Sección
Artículos de Investigación