HIV/AIDS: um olhar sobre as percepções de quem vive com o diagnóstico

Palabras clave: Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Diagnóstico, Equipe de Assistência ao Paciente

Resumen

Introdução: Receber o diagnóstico de uma condição crônica é considerado um momento significativo e crítico na vida da pessoa. Objetivo: Conhecer o impacto que o diagnóstico do Vírus da Imunodeficiência Humana causa na vida das pessoas acometidas. Materiais e Métodos: Pesquisa qualitativa desenvolvida em um Serviço de Atendimento Especializado de um município ao sul do Brasil, realizada com 10 pacientes. Os dados foram coletados por meio de entrevista e interpretados com base na análise temática. Resultados: Observou-se que o impacto inicial do diagnóstico do Vírus da Imunodeficiência Humana, para quem o recebe, é percebido como uma sentença de morte. Por outro lado quando as pessoas passam a conviver com o Vírus necessitam adaptar suas rotinas e também adotam novas perspectivas frente as suas relações com os outros. Discussão: O impacto do Vírus vai além do diagnóstico, pois está relacionado às vivências de estigma, de preconceito e de isolamento social da pessoa. Então, é imprescindível que os profissionais de saúde estejam preparados para comunicar e auxiliar no diagnóstico e na vivência da pessoa com o vírus. Conclusões: Os cuidados oferecidos às pessoas com o Vírus devem ser fornecidos de forma integral, visando a melhoria na sua qualidade de vida, sendo o atendimento multiprofissional imprescindível para alcançar a integralidade e efetividade das ações de saúde.

Como citar este artigo: Maciel k, Milbrath V, Gabatz R, Freitag V, Silva M, Santos B. HIV/AIDS: um olhar sobre as percepções de quem vive com o diagnóstico. Rev Cuid. 2019; 10(3): e638. http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v10i3.638 

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Biografía del autor/a

Karine Lemos Maciel, Hospital Santo Antônio

Enfermeira. Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, Hospital Santo Antônio. Blumenau, Brasil.

Viviane Marten Milbrath, Universidade Federal de Pelotas

Doutora em Enfermagem. Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Faculdade de Enfermagem, Programa de Pós Graduação em Enfermagem. Pelotas, Brasil. 

Ruth Irmgard Bärtschi Gabatz, Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Doutora em Ciências da Saúde. Universidade Federal de Pelotas. (UFPel). Faculdade de Enfermagem. Brasil.

Vera Lucia Freitag, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ)

Doutoranda em Enfermagem. Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ). Bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Porto Alegre, Brasil.

Manoella Souza da Silva, Hospital Santo Antônio, Blumenau

Enfermeira. Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Santo Antônio, Blumenau, Brasil. 

Bruna Alves dos Santos, Hospital Tacchini

Enfermeira. Unidade de Terapia Intensiva Adulto do Hospital Tacchini. Bento Gonçalves, Brasil. 

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Publicado
2019-09-13
Cómo citar
1.
Maciel KL, Milbrath VM, Irmgard Bärtschi Gabatz R, Freitag VL, Souza da Silva M, Alves dos Santos B. HIV/AIDS: um olhar sobre as percepções de quem vive com o diagnóstico. Rev Cuid [Internet]. 13 de septiembre de 2019 [citado 18 de noviembre de 2019];10(3). Disponible en: https://revistacuidarte.udes.edu.co/index.php/cuidarte/article/view/638
Sección
Artículos de Investigación