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Rev Cuid 2014; 5(2): 717-22
doi: http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.83

VIOLÊNCIA ESCOLAR: PERCEPÇÕES DE ADOLESCENTES

LA VIOLENCIA ESCOLAR: PERCEPCIONES DE LOS ADOLESCENTES

SCHOOL VIOLENCE: TEEN PERCEPTIONS

Gilvânia Patrícia do Nascimento Paixão1, Nágela Jaiane Silva Santos2, Laíse Souza Lima Matos2, Clice Kelly Félix dos Santos2, Deisianne Elias do Nascimento2, Isaiane Santos Bittencourt3, Rudval Souza da Silva4

1Universidade do Estado da Bahia. Professora Auxiliar. Mestra em Enfermagem. Rua São Francisco, 316, Bloco 11, Apt 101, São Geraldo. Juzeiro-BA. CEP: 48.905-660. E-mail: gilvania.paixao@gmail.com
2Universidade do Estado da Bahia. Graduanda em Enfermagem.
3Universidade do Estado da Bahia. Professora Assistente.  Mestra em Enfermagem.
4Enfermeiro, Doutorando em Enfermagem, Bolsista CAPES, Professor Assistente da Universidade do Estado da Bahia - UNEB/Campus VII - Senhor do Bonfim, Bahia, Brasil.

Histórico: Recibido: 22 de Mayo de 2014; Aceptado: 24 de Julio de 2014

Cómo citar este artículo: Paixão GP, Santos NJ, Matos L, Santos CK, Nascimento DE, Bittencourt I, et al. Violência escolar: percepções de adolescentes. Rev Cuid. 2014; 5(2): 717-22. http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.83

© 2014 Universidad de Santander. Este es un artículo de acceso abierto, distribuido bajo los términos de la licencia Creative Commons Attribution (CC BY-NC 3.0), que permite el uso ilimitado, distribución y reproducción en cualquier medio, siempre que el autor original y la fuente sean debidamente citados.

RESUMO

Introdução: Identificar a ocorrência e a percepção do bullying entre adolescentes. Materiais e Métodos: Pesquisa descritiva exploratória, de abordagem mista, realizada em uma escola pública municipal de Senhor do Bonfim com 68 adolescentes. Foi aplicado um questionário semiestruturado e realizada análise por meio de frequências relativas e análise de conteúdo. Resultados e Discussão: Houve uma média de 76,75% dos adolescentes vítimas de bullying, a maioria dessa violência ocorreu na forma de apelidos ofensivos, gerando, prioritariamente, sentimentos de raiva pelo agressor, estes, por sua vez, ou eram externados aos pais ou silenciado pelas vítimas que apontaram os agressores como os principais culpados pelos atos de violência. Conclusões: A violência está presente na escola, sendo que o bullying é uma das formas de violência mais frequente. Este fenômeno é percebido pelos alunos como algo inerente ao cotidiano

Palavras chave: Violência, Adolescente, Bullying. (Fonte: DeCS BIREME).
http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.83

RESUMEN

Introducción: Identificar la ocurrencia y percepción de bullying entre adolescentes. Materiales y Métodos: Estudio descriptivo exploratorio de abordaje mixto, realizado en una escuela pública municipal de Senhor do Bonfim, con 68 adolescentes. Se administró un cuestionario semiestructurado y el análisis fue realizado por medio de frecuencias relativas y análisis de contenido. Resultados y Discusiones: Hubo un promedio de 76,75% de los adolescentes víctimas de bullying, la mayoría de esta violencia se produjo en forma de apodos ofensivos, generando principalmente sentimientos de ira contra el agresor, éstos, a su vez, o se externalizan a los padres o es silenciado por las víctimas que indicaron a los agresores como los principales culpables de los actos de violencia. Conclusiones: La violencia está presente en la escuela, siendo que el bullying es una de las formas más frecuentes de violencia. Este fenómeno es percibido por los alumnos como algo inherente a lo cotidiano.

Palabras clave: Violencia, Adolescente, Acoso Escolar. (Fuente: DeCS BIREME).
http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.83

ABSTRACT

Introduction: To identify the occurrence and perception of bullying among adolescents. Materials and Methods: A descriptive exploratory approach mixed, held in a public school in Senhor do Bonfim with 68 teenagers. We administered a semistructured questionnaire and analysis performed by relative frequency and content analysis. Results and Discussion:  There was an average of 76.75% of adolescent victims of bullying, the majority of this violence occurred in the form of offensive nicknames, generating primarily feelings of anger at the perpetrator, these, in turn, were externalized or parents or muted victims indicated that the attackers as the main culprits for the acts of violence. Conclusions: Violence is present in the school, where bullying is one of the most frequent forms of violence. This phenomenon is perceived by students as something inherent to the everyday.

Key words: Violence, Adolescent, Bullying. (Source: DeCS BIREME).
http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.83

INTRODUÇÃO

O fenômeno da violência é um problema crescente em todo o mundo. Por sua amplitude e disseminação nos últimos anos, tem adquirido visibilidade, passando a ser discutida e estudada por diferentes setores da sociedade brasileira, a fim de se compreender e identificar os fatores que a determinam.

Estudos apontam que existe uma maior exposição de crianças e adolescentes à violência (1). No Brasil, a redução da violência contra crianças e adolescentes e a prevenção e o tratamento dos agravos decorrentes da violência, são prioridades do Ministério da Saúde, pois, o aumento dos índices de violência com o passar dos anos é uma realidade em nosso país e com ele o aumento dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento das vítimas de violência (2).

A violência entre as crianças e adolescentes podem ser expressas das mais variadas formas, podendo ocorrer desta forma, em ambiente familiar, comunitário e escolar. Por se tratar de um grupo vulnerável a situações de violência, depende diretamente da proteção de adultos, das instituições e das políticas públicas (3).

Diante disso, existe um tipo específico de violência que acomete intensamente esse grupo: o bullying. Este é atualmente considerado um problema de saúde pública crescente em todo o mundo, sendo que muitas são as motivações para a prática de violência no cotidiano dos adolescentes no contexto escolar, envolvendo aspectos ligados às relações afetivas e aos colegas (4).

O bullying consiste em um conjunto de atitudes agressivas intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação evidente, adotada por um ou mais alunos contra outros (5). Os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão e prazer, suas “brincadeiras” têm como propósito maltratar, humilhar e amedrontar. Tal violência consiste em uma prática perversa de humilhações sistemáticas de crianças e adolescentes no ambiente escolar (6).

Crianças e adolescentes que sofrem bullying, dependendo de suas características individuais e de suas relações com o meio, destacando aqui a família, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Sentimentos negativos, especialmente como baixa autoestima, depressão, medo, vergonha podem permear todo o desenvolver da criança, tornando-as adultos com sérios problemas de relacionamento e susceptíveis a praticar o bullying no futuro (7).

O bullying pode ser classificado em: direto ou indireto. São consideradas formas diretas: os apelidos, agressões físicas, ofensas verbais, ameaças, roubos ou expressões e gestos que geram mal estar aos alvos. O indireto compreende atitudes de indiferença, isolamento, difamação e negação aos desejos (8). Interessante reforçar que este é um fenômeno que se apresenta, na maioria das vezes, de forma tão oculta que poderia ser designado de “ponta do iceberg”, visto que a maior parte permanece invisível. (9,10).

Portanto, diante do exposto, esta pesquisa teve como questão norteadora: Qual a ocorrência do bullying entre adolescentes de escolas públicas de Senhor do Bonfim-BA e qual a percepção dos envolvidos acerca do tema?  O objetivo foi identificar a ocorrência e a percepção do bullying entre adolescentes.

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de um estudo de abordagem mista. As abordagens quantitativas e qualitativas têm trazido contribuições, de forma isolada, para compreensão dos fenômenos sociais. Quando estas abordagens são trabalhadas separadamente, corre-se o risco de não se identificar elementos subjetivos relevantes que não podem ser expressos numericamente ou de se omitir a realidade estrutural (11). Os sujeitos da pesquisa foram 68 adolescentes do município de Senhor do Bonfim-BA, escolhidos aleatoriamente, que tivessem como critério de inclusão ter entre 15 e 18 anos, estar estudando na escola pública estadual do município em questão. Não foi realizado cálculo amostral, e a instituição de escolha se deu por ser a maior escola pública do município.

A coleta de dados dividiu-se em duas etapas:

Na 1ª etapa, os dados qualitativos foram coletados através da realização de uma oficina com dinâmica de grupo, realizada em Outubro de 2012. As falas dos participantes foram registradas com um gravador de voz, e após, foram ouvidas, transcritas, compiladas e analisadas segundo a técnica de Análise de Conteúdo (12).

Para a realização da oficina, o grupo foi dividido em subgrupos de duas ou três pessoas. Foi distribuído uma folha de papel ofício em branco e um lápis para cada subgrupo. Os mesmos foram orientados a responder no papel a seguinte pergunta: O que é violência? Cada subgrupo leu a sua resposta ao final e depois, foi distribuído um texto falando sobre os diversos tipos de violência a partir do qual instigamos um debate sobre o tema e sobre as situações vividas pelos adolescentes.

Na 2ª etapa, para a análise quantitativa, as pesquisadoras aplicaram um questionário semiestruturado contendo 13 questões a respeito da vivência do Bullying. Os dados foram coletados, processados e analisados utilizando-se o Microsoft Excel. A coleta se deu em Novembro de 2012.

Foram esclarecidos aos sujeitos e seus responsáveis legais os objetivos e importância da pesquisa, garantidos o sigilo e a confidencialidade quanto aos seus dados pessoais, utilizando nome de flores para os entrevistados, além de outros aspectos éticos baseados na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde que norteia as práticas em pesquisas com seres humanos (13). Os adolescentes, bem como os responsáveis legais assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O trabalho foi aprovado pelo comitê de ética e pesquisa da Universidade de Feira de Santana (UEFS) sob protocolo nº 099/2008.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Análise qualitativa

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais (14). A abordagem do ECA sobre a violência é ampla, porém, nas falas dos adolescentes, quando questionados sobre o que é violência, o conceito deles era muito restrito à violência física. Os adolescentes pesquisados não percebiam outras configurações (como agressão moral, psicológica e/ou institucional) como sendo violência.

“A violência é uma forma de agressão...”. (Cravina)
“Aqui no bairro já aconteceu dos traficantes matar os próprios amigos por causa de droga...”. (Blue)
“Violência é tudo que agride o próximo”. (Flor-de-lis)
“Violência é um ato agressivo, como as brigas de gangues”. (Goivo)

Esses dados são compatíveis com estudo realizado com estudantes da América do Sul, onde foi constatada que a percepção de crianças e adolescentes é que a violência se caracteriza apenas pela agressão física para 83% dos entrevistados (15).

No presente estudo, as entrevistas revelaram ainda que o fenômeno da violência é bastante comum no cotidiano dos adolescentes, mesmo fora do ambiente escolar.

“... foi passando pela rua a noite e logo surpreendido, agredido com pedras pelos bandidos”. (Gravata)
“Ela não tinha feito o jantar ai ele deu um murro nela...”. (Girassol)

Esses dados nos fazem refletir sobre o caráter intergeracional da violência, uma vez que esses adolescentes convivem com a violência no dia-a-dia, seja no ambiente doméstico ou na rua, o que faz com que ele reproduza isso no âmbito escolar. Isso é confirmado através de estudo que apontou que pessoas com história de abusos na infância ou que tenham presenciado a violência dentro de casa têm maior possibilidades de vivenciarem violência (16).

O ECA no seu capítulo II estabelece que a criança e o adolescente tenham direito à liberdade, ao respeito e à dignidade, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais (14).

No momento da discussão da dinâmica, os adolescentes começaram a interagir e ao serem instigados, revelaram vivência de violência no ambiente escolar, inclusive, algumas que ultrapassavam a esfera física:
 “Me chamam de gay e me batem [...] eles me chutaram e empurraram por que eu não quis ficar no grupo deles”. (Allium)

“Os meninos ficam me chamando de preto, gordo [...] eu não gosto, isso também é violência não é?”. (Cravo)
“ É horrível você se sentir rejeitado, falam com todos menos comigo
[...] a culpa deve ser minha, sei lá”. (Rosa)
Tem uns meninos que me obrigam a fazer o dever para eles, me ameaçam [...] se eu não fizer me batem. (Antúrio)
“O professor disse que era todo mundo burro [...]”. (Jacinto).

A violência entre crianças e adolescentes no âmbito escolar é uma problemática amplamente discutida na atualidade. Neste estudo, percebemos que os adolescentes trazem vivências de vários tipos de violência, seja física, moral, psicológica causada por colegas e até mesmo pelo professor.

Estudo realizado no Brasil revelou que a utilização de apelidos, muitas vezes pejorativos ou que se refiram a determinada característica física das vítimas é uma das formas que o agressor encontra para causar fragilidade na pessoa vitimizada (10).

 Análise Quantitativa

Os adolescentes se caracterizaram por serem 48,5% (n=33) do sexo masculino e 51,5% (n=35) do sexo feminino. Do grupo, 76,5% (n=52) afirmaram ter sofrido algum tipo de xingamento, intimidação, agressão ou assédio, os outros 23,5% (n=16) negaram ter sofrido alguma dessas violências.

Para um indivíduo ser caracterizado como vítima é necessário que o mesmo tenha sofrido de três a seis ataques no mínimo, em um mesmo período do ano, e que estes ataques apresentem um caráter de intencionalidade e repetição (17).

Em relação aos agressores do bullying, 75% (n= 51) dos entrevistados afirmaram que eram meninos, enquanto que 19,1% (n=13) afirmaram que foram meninas e 5,9% (n=4) afirmaram que ambos os sexos. Estes dados deixam claro que as questões de gênero estão arraigadas na forma de agir dos adolescentes, uma vez que homens se expõe mais à violência.

Os meninos costumam ser mais agredidos somente por meninos, enquanto que as meninas são agredidas tanto por meninas quanto por meninos. Contudo, não se pode deixar de refletir que as meninas podem apresentar formas mais sutis de expressar a violência, e que muitas vezes os meninos são movidos por processos culturais e de socialização que os encorajam a assumir posições violentas rotineiramente naturalizadas pela sociedade (18).

Na Tabela 1 a realidade na Escola pode ser visualizada. O item “apelidos ofensivos” foi referido como a agressão mais freqüente com 25% (n=17), seguido de “humilhações” com 19,1% (n=13) e ameaças com 13,2% (n=9).

Esses dados, vão ao encontro ao estudo realizado em onze escolas do Rio de Janeiro, onde os principais tipos de bullying identificados foram: apelidos (54,2%), agredir (16,8%) e Ameaçar (8,5%). A este respeito, estudo constatou que a agressão indireta é a forma mais utilizada para se maltratar os pares (8).

A idade que as vítimas tinham quando sofreram o bullying variou de 5 a 11 anos (4,4% n=3), de 11 a 14 anos (45,5% n=31) e de 14 a 19 anos (50% n=34). Corroborando, estudo desenvolvido sobre a temática contatou que o envolvimento em comportamentos de bullying parece ter um pico aos 13 anos (19).

Tabela 1: Atos violentos vividos pelos adolescentes pesquisados

Fonte: Dados da pesquisa

Na Tabela 2, estão representados os sentimentos das vítimas após a ocorrência da violência, que foram: 30,8% (n=21) afirmaram ter ficado com raiva do agressor, a mesma quantidade referiu sentir-se mal com as agressões, 14,7% (n=10) não se incomodou, 13,2% (n=9) refere ter ficado com medo e 10,3% (n=7) não queriam mais ir à escola.

Tabela 2: Como a vítima sentiu-se quando aconteceu o bullying

Fonte: Dados da pesquisa

Em relação à ajuda que as vítimas procuram após terem sofrido violência nas escolas, 44,1% (n=30) afirmam que buscaram ajuda nos pais, 25% (n=17) não procuraram nenhuma ajuda, 11,8% (n=8) procuraram outros colegas e 19,1% (n=13) buscaram ajuda nos professores/diretor da escola.

Percebe-se então que, boa parte ou busca o auxílio dos pais e professores ou apenas ocultam seus sentimentos. É fato que o bullying se faz presente nas escolas e que muitas vezes estes casos de violência estão tão bem camuflados que ninguém consegue identificá-los e media-los; ou as pessoas vêem e preferem não tomar parte, ou até mesmo, não se sentem preparadas para tal, inclusive os professores, justificando a necessidade de maiores debates na área da educação visando uma conscientização sobre os efeitos do bullying, os quais não ficam restritos às vítimas, agressores e espectadores, mas à sociedade de uma forma geral (9).

Por fim, foi questionado se os adolescentes já tinham se colocado na posição de autor e 11,8% (n=8) responderam positivamente, enquanto 69,1% (n=47) negaram ter praticado o bullying e 19,1% (n=13) não responderam. Esses achados se assemelham ao estudo realizado em uma escola de Portugal, onde 36.2% dos alunos afirmaram já terem provocado colegas mais novos ou mais fracos (20).

CONCLUSÕES

No presente estudo, a violência expressa através do fenômeno bullying foi uma realidade entre os adolescentes pesquisados. Os mesmos percebem-na como algo inerente ao cotidiano e não como algo que deva ser combatido.

A escola e a família são os espaços ideais para construção de uma consciência de proteção aos direitos das crianças e adolescentes, partindo da assertiva que a prevenção deve começar desde cedo, educando os pais para que estes eduquem seus filhos.

Este estudo limita-se por ser realizado em uma única escola, de uma região única, com características socioculturais específicas, não tendo sido feito também cálculo de amostragem, o que inviabiliza generalizações. Porém, entende-se que por se tratar de um fenômeno social, as representações aqui trazidas podem ser utilizadas para instigar novos estudos e/ou se pensar em trabalhos junto ao público adolescente.

Dentre as ações implementadas devem ser destacadas o envolvimento de professores, pais, autoridades educacionais e alunos, buscando definir com clareza o fenômeno do bullying e estabelecer as diretrizes necessárias para o desenvolvimento de estratégias que possam ser executadas por todos, com o único objetivo de garantir uma convivência social sadia e segura.

Conflito de interesses: Os autores declaram que não há conflito de interesses.

REFERÊNCIAS

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